quinta-feira, 22 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pensando




"A busca sexual, a vagabundagem erótica, pode tornar-se paroxismo em certos períodos da vida. Então a pessoa procura "seduzir" ou "conquistar" o maior número possível de pessoas do outro sexo. Em certos aspectos é uma forma de poder, noutros uma exploração, um conhecer. O número, no entanto, acaba por anular o conhecimento, por mascarar as experiências e por destruir, definitivamente, o erotismo. Começando por conhecer, por encontrar pessoas, por viver aquilo que aquela pessoa devia dar de mais seu e, mesmo, de mais extraordinário, a busca perde exactamente a novidade, o inesperado. As pessoas confundem-se uma com a outra. Tantos corpos nus são todos iguais. O erotismo desvanece-se na diferenciação total."
(Alberoni, Francesco - 1984, p.124)

domingo, 18 de abril de 2010

Tsunami

Canção que fiz com um grande amigo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Pixo!




Folha - Por que incluir os pichadores da 28ª Bienal na 29ª edição do evento?

Moacir dos Anjos - Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que nosso intuito não é incluir 'os pichadores da 28ª edição'. Não se trata de um pedido de desculpas ou de um confronto com a edição anterior do evento. O que realmente queremos incluir na presente edição da Bienal é a pixação, ou simplesmente o pixo, com 'x' mesmo, grafia usada por seus praticantes para diferenciar o que fazem hoje em São Paulo das pichações político-partidárias, religiosas, musicais, ou mesmo ligadas à propaganda que há vários anos enchem os muros e paredes da cidade, a despeito do quão 'limpa' ela queira apresentar-se. E queremos incluí-lo porque achamos que o pixo borra e questiona os limites usuais que separam o que é arte e o que é política. E essa é uma questão que interessa muito ao projeto curatorial da 29ª Bienal.

Lembro que política é aqui entendida não como espaço de apaziguamento de diferenças, mas justamente o contrário. Ou seja, como o espaço formado pelos atos, gestos, falas ou movimentos que abrem fissuras nas convenções e nos consensos que organizam a vida comum. Ou seja, como bem coloca o filósofo francês Jacques Rancière, política entendida como esfera do "desentendimento".

Essa é uma questão que, evidentemente, envolve uma série de dificuldades para que essa aproximação não se dê somente na superfície e, portanto, escamoteando as diferenças existentes, situação que não interessaria nem a nós nem aos pixadores. A nossa aposta é em descobrir formas novas de tratar do assunto com integridade de ambas as partes, sem que instituição e pixadores cedam completamente ao universo da outra.


Folha - Picho, então, é arte?

Dos Anjos - Nesse sentido em que falei, sim. Na verdade, a questão a se fazer é outra, que poderia ser formulada nos seguintes termos: Se o pixo é exposto numa galeria ou numa Bienal, permanece sendo arte? É com essa aparente contradição que teremos que lidar na 29ª Bienal. Pois se o que faz o pixo ser arte é justamente o fato dele desconcertar nossos sentidos e nos fazer admitir, mesmo quando estamos no conforto de nossos carros ou da janela de um apartamento alto, que existem outros modos de entender e de inventar o mundo, o que acontece se o pixo é trazido para o ambiente controlado, conhecido e decodificado do chamado 'campo' da arte? Ele mantém a sua potência ou se torna mera ilustração ou lembrança de si mesma? É esse desafio que curadores e pixadores tem que enfrentar juntos, de modo que ultrapassem duas situações simétricas e igualmente indesejadas: por um lado, a simples rejeição ao que causa desconforto; por outro, o desejo de cooptar o diferente para torná-lo igual a nós mesmos.

Folha - Mas picho também não tem um aspecto de vandalismo?

Dos Anjos - De uma perspectiva meramente legalista, a resposta obviamente é sim. Porém, essa é uma maneira de ver a questão que mais esconde do que revela. Afinal, o grafite também ocupa espaços na cidade que não são propriedade dos grafiteiros, e nem por isso estes são criminalizados de modo tão inequívoco como os pixadores. Na verdade, como bem sabemos, muitos grafiteiros são hoje considerados artistas, tendo seus trabalhos expostos em museus e vendidos em galerias de arte. O que produz essa diferença de percepção? Arriscaria dizer que é a opacidade do pixo em relação à transparência do grafite. Ou seja, que é o incômodo causado por algo que não se deixa apreender por códigos conhecidos, quando comparado ao conforto sentido quando se depara com uma imagem reconhecível e produzida por uma prática autorizada, como é hoje a dos grafiteiros.

Leia a íntegra aqui

quarta-feira, 14 de abril de 2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tudo novo de novo?



"Quero pôr os tempos, em sua mansa ordem, conforme esperas e sofrências. Mas as lembranças desobedecem, entre a vontade de serem nada e o gosto de me roubarem do presente. Acendo a estória, me apago a mim. No fim destes escritos, serei de novo uma sombra sem voz." (Terra Sonâmbula - Mia Couto)

sexta-feira, 26 de março de 2010

E muito mais



Atualmente, o hermano (além do Vianna...) que mais me chama atenção pelo trabalho é o Bruno Medina.

De fato, a última grande banda, o último grande representante de uma geração foi o Los Hermanos; e isso se deve a diversos motivos.
Mas as bandas acabam, a gerações mudam, o mundo gira... E tudo fica meio assim... Estranho (?). No caso dos Hermanos, não seria diferente...

Mas Bruno, além de tocar com Adriana Calcanhotto, faz crônicas geniais para o portal G1; e também da cursos (não sei se no plural, mas recentemente deu um curso sobre música com temas bem contemporâneos). Abaixo, segue a última.

Passo em falso
de Bruno Medina


O exercício de escrever crônicas, como é de se supor, frequentemente envolve a angústia de não se ter claridade quanto ao próximo tema a ser abordado. Pois eis que aqui está uma janela a expor um olhar sobre o cotidiano, e cabe apenas a mim definir, dia após dia, o que será visto através dela. Acontece, por vezes, de dois ou mais temas surgirem como candidatos, e em seguida se digladiarem pela chance de ganhar vida através da leitura de vocês; pela experiência adquirida, quando as forças se apresentam em seus cantos no ringue, é chegada a hora de assistir ao embate, até ser convencido por uma vitória soberana.

Mas, como diz o velho ditado, para toda regra há exceções. Neste caso específico uma bem desagradável – daquelas que grudam na sola do sapato dos distraídos – se colocou bem no meio do caminho. Foi em Copacabana, a noite, numa esquina mal iluminada, entre a calçada e um canteiro, saindo do carro. Enquanto esfregava meu pé como um alucinado na terra, não pude deixar de pensar que a cena em muito remetia a de um cachorro em seu passatempo predileto, de cavar com as patas no chão. Seria irônico se não fosse quase trágico.

A essa altura, acho que já cabe pedir perdão aos mais sensíveis, caso considerem o assunto de alguma forma inapropriado. Em minha defesa, alego que é justo de onde menos se espera que os cronistas costumam se inspirar para ganhar seu pão. Prosseguindo. De volta à compostura, constatei que ciscar como uma galinha por quase dez minutos não representava nem metade do que precisaria ser feito para resolver o – digamos – “problema”.

Não sei a quantos milênios o homo sapiens desfruta da comodidade de calçar sapatos, mas será que esse período, certamente tão extenso, ainda não foi o bastante para que os especialistas aprendessem a desenhar solas compatíveis com esse inconveniente, também milenar? Afinal, por que diabos elas precisam se assemelhar a pneus de bólidos de Fórmula 1? Para que servem tantas ranhuras? Para garantir estabilidade nas curvas ou adesão no momento da frenagem de quem nunca se locomove a mais do que 1 km por hora?

Acontece que as benditas ranhuras, na prática, nada mais são do que depositórios inalcançáveis, brechas ínfimas que só um meticuloso artesão dotado de agulha e muito pouca noção de higiene poderia acessar. Como não me aplico ao perfil, o jeito foi caminhar batendo forte com os calcanhares, pisar em todas as poças avistadas, fazer moonwalk e alisar com os pés os degraus e quinas das guias que me separavam de meu destino final.

Tal qual um famigerado dançarino do Stomp num patético espetáculo pelas ruas da princesinha do mar, via a cada instante diminuídas as chances de me ver livre da embaraçosa situação, antes de bater à porta de alguém que mal conhecia. Na portaria, admito que arrastar os pés pelo carpete vermelho foi um ato de desespero, até porque, durante o trajeto do elevador, o mau cheiro era a prova cabal de que tudo havia sido em vão.

Já antecipava a “sem gracisse” de chegar espalhando pegadas de vocês sabem bem o quê, ou de me enfurnar na área de serviço do pequeno apartamento, rodeado de roupas íntimas penduradas no varal, um pé descalço outro vestido, esfregando no tanque a sola com uma escova de lavar roupas, a qual o bom senso decretaria que fosse jogada fora imediatamente após o uso.

Quando a porta se abriu, reluziram meus pés descalços, para surpresa do anfitrião: “Gente, como vocês conseguem ficar de sapatos com o calor que está fazendo lá fora? Parece que nasceram na Rússia!”, disse tendo as meias ainda nas mãos.

domingo, 7 de março de 2010

A vida, o tempo e o tal samba em SP

Ando sumido. A vida aqui virou de cabeça pra baixo... E pra cima... e pro lado...

Mas pra não sumir demais... Ouçam

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

De fato, Big Echo



Tão bom descobrir novidade! Ainda mais coisa bonita!
Essa meninada... Fiquei surpreso. São quatro caras, com um trabalho lindo. Californianos, nova-iorquinos.
E tem mais; produzido pelo Chris Taylor (baixista do Grizzly Bear). Me pegou!...

Os norte-americanos... Danados!

Baixe!
(É megaupload, normal. Só colocar a senha e baixar!)

Myspace

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Lumet sobre 12 Angry Men

12 Angry Men



Assisti antes do carnaval com minha namorada, e ontem com meu pai. Este filme é genial!

É a estréia do genial Sidney Lumet (Dog Day Afternoon, Equus, Serpico), tem produção e papel principal de Henry Fonda, aos 52 anos.
O roteiro de Reginald Rose é também genial, esboçando visões políticas bem interessantes. E o mais legal; o filme é profundamente teatral.

Bom... Eu poderia ficar falando horas sobre este filme, o que seria uma besteira. Assistam!!

No Vagalume Rosa tem link para baixar.


Agora estou curioso para ver o remake feito na década de 90 (o roteiro foi feito pelo Reginald Rose)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

2 vídeos para o verão

Este ano tá quente pacas! Mas o céu aqui do Rio está lindo, os dias estão maravilhosos.
É um verão maravilhoso.

Perfeições de verão:

Deep Blue Sea - Grizzly Bear



Shine Yellow - Mallu Magalhães

Perfeição