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domingo, 26 de setembro de 2010

Por um passado musicável: notícias numa fita em SP



POR UM PASSADO MUSICÁVEL: NOTÍCIAS NUMA FITA
Quarta [29/09] 21h30_ R$26
A cena mineira tem hoje como principal característica ser orgulhosamente bairrista. Há algo como um ensimesmamento genético, aquele mesmo do barroco, do capim e do pão de queijo, que faz com que muitos músicos dessa safra tornem-se o principal público de si mesmos. Há grande interesse na produção alheia, uma busca constante pela troca e pelo diálogo em torno da formação de um léxico próprio a seu tempo. É desse desejo pela convivência e pelo contato com o outro que acontece o encontro destes três artistas de Minas Gerais. César Lacerda (voz, guitarra, percussão e flauta) e Luiza Brina (voz, violão de 7, violoncello e clarineta) são mineiros e hoje vivem no Rio de Janeiro; Luiz Gabriel Lopes (voz, violão e guitarra) nasceu no Rio, mas é mineiro e vive em Belo Horizonte, após recente e alongada passagem por Lisboa. O trio apresenta canções autorais, além de versões colhidas nos novos e velhos tempos do cancioneiro brasileiro.

Casa de Francisca
Rua José Maria Lisboa 190, travessa da Brigadeiro Luís Antônio T 11 3052 0547_
RESERVAS SOMENTE ATRAVÉS DO SITE www.casadefrancisca.art.br

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

São Mateus




Há algum tempo, mais ou menos na época do lançamento do disco São Mateus Não É Um Lugar Assim Tão Longe do Rodrigo Campos, venho falando que é sintomático que a evolução do samba se dê nas periferias. De São Paulo.
(Veja aqui e aqui).
Defendo também que o tratamento que o Rio de Janeiro da a cultura, com uma defesa ingênua da tradição, somente congela a produção num idealismo besta e anti-cultural.

Hoje para minha surpresa topei com isso aqui:

"O SAMBA EM NOITES DE GALA. EM SÃO PAULO, CLARO.
Por: Nei Lopes
Imagine o visitante do Lote uma orquestra de samba com bem uns 30 músicos,
tocando arranjos simples mas ensaiadíssimos e habilmente regidos; diversos e
bons intérpretes, apoiados por um coro misto de 10 vozes; um roteiro
impecável, com direito a algumas coreografias dos ritmistas; o improviso do
partido-alto pontuando alguns quadros; todo mundo bonito, bem vestido, num
palco artisticamente iluminado e com uma sonorização na medida.
Pois foi assim o lançamento, no SESC Pompéia, no último fim de semana, do CD
“O Berço do Samba de São Mateus”, produzido pela rapaziada do Quinteto em
Branco e Preto para o SESC e contando com texto de apresentação do Velhote
do Lote.
Produção do cada vez mais competente Carmo Lima, o grande produtor do bom
samba hoje em São Paulo, os dois espetáculos – que dão seqüência a um turnê
iniciada na bela e moderníssima unidade Itaquera e que vai contemplar todos
os SESCs de São Paulo – deixaram de alma lavada quem os assistiu. Prova do
poderio e da Cultura diversificada e descolonizada que se pratica hoje na
organização brilhantemente dirigida pelo sociólogo Danilo Miranda, eles
atraíram um publico numeroso, que lotou a ampla Choperia, tanto no sábado
quanto no domingo.
Enquanto em outras “praias” só se entende a cidadania em forma de “oloduns”,
capoeira, rap e hip-hop, o SESC vai bem mais longe, incluindo também, na sua
luta contra exclusão, o Samba - que só é “velho e ultrapassado” para os
tolinhos ou mal intencionados; que se renova e diversifica a cada momento; e
que está batendo um bolão, bem vestido, cheiroso, brilhante e iluminado...
em São Paulo. "


Apesar do argumento do Nei estar recheado de um preconceito burro que enxerga na produção negra-periférica do Brasil um erro contra a tradição, ele também percebe o samba se redimensionar, o túmulo do samba se pronunciar.

Pouco a pouco, os olhos se voltam praquele lugar, que não é tão distante assim...


Baixe aí!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Como não adorar este cara?



O governador José Serra participa do evento de inauguração do ambulatório em São Paulo com a transexual Alessandra Saraiva, 30

Vale a pena ler!

sábado, 28 de março de 2009

Romulo Fróes




É muito difícil gostar da figura de Romulo Fróes, sobretudo da autopromoção do rapaz. Em geral, quando leio coisas que ele fala ou escreve sinto um Q de delírio ou desespero:

“Não gosto de coisas por diversão. Esse negócio de dizer que um disco foi feito sem pretensão não dá. Meu objetivo é ser o maior artista brasileiro de todos os tempos, abaixo do Tom Jobim.”

Ontem de noite, resolvi, depois de ouvir muita coisa pelo Myspace, baixar o disco novo dele No Chão, Sem o Chão. Confesso, surpreendeu.

No entanto, no disco um (sim, é um álbum duplo), Cala Boca Já Morreu, que a intenção do paulista foi dar mais liberdade para ótima banda que o acompanhou (Fábio Sá – baixo; Guilherme Held – guitarra; Curumin – bateria), muitas vezes a canção e o jeito de cantar e tocar de Romulo soa descolado da roupa roqueira que a banda dá. Por muitas vezes, aguarda-se ansioso pelo solo de guitarra...

Romulo, ficou conhecido como um sambista. Eu na verdade, nunca ouvi samba ali, como nunca ouvi samba em Marcelo Camelo. Ouço o traço peculiar que a canção no Brasil desenvolveu. A ideia, já antiga, de vestir a canção brasileira com guitarras tem sido uma constante no cenário. Caetano viu isso e fez a coisa soar bem (em breve Zii e Zie nas lojas, ou nos blogs). Mas muitas vezes a guitarra como símbolo de rebeldia contra a canção, a brasilidade, soa imaturo. E é isso que muitas vezes aparece no disco um...

No disco dois, Saiba ficar bem, o jeito paulista de compor aparece bem claro. Ouve-se mais Romulo e menos banda (afinal, era esta a intenção dele). E aí dá pra sacar quem é o cara. As canções são bonitas, muitas delas, muito bonitas, bem feitas, fluidas.
Tudo muito simples. E aí que Romulo não consegue se medir. A música dele é bonita por que é simples, e sua pretensão é feia pra burro. Enfeia sua música...

O que sobra? Uma banda muito boa, bons letristas e simplicidade. Como seria bom que Romulo aprendesse a deixar de tentar ser ambicioso...


Romulo Fróes - Myspace


Baixe!

Calado (2004)

Cala Boca Já Morreu (2009)

Saiba Ficar Quieto (2009)